Marcelo Katsuki

Comes e Bebes

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Muito sol? Faça tomate seco

Por Marcelo Katsuki
18/10/14 17:53

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Pare de reclamar desse ‘calor da gota’ e aproveite o sol para secar uns tomates! Você estará praticando consumo sustentável além de resgatar um patrimônio imaterial da cozinha dos anos 80: o famigerado tomate seco.

 

O meliante, coitado, já teve seus dias de glória, assim como o confrei, a rosa mosqueta, o azeite trufado e a paçoquita. Hoje tem seu consumo moderado mas aos poucos vem reaparecendo nos restaurantes sob o nome artístico de ‘tomate confit’.

 

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Minha mãe colheu um punhado de tomate cereja lá do rancho, cortou ao meio, colocou em uma assadeira com a polpa virada para cima. Salpicou sal e deixou ao sol por quatro horas, protegido por uma tela. E não é que as bichinhas secaram?
Daí ela temperou apenas com orégano e azeite e guardou na geladeira. Coisa prática: dá para jogar em uma massinha, usar no risoto de rúcula com tomate, fazer o tal do patê ou simplesmente comer puro. 

 

Sei, tomate seco está longe de ser uma novidade, mas é tanta loucura em pó ou espuma que é sempre bom poder se lembrar de coisas tão prosaicas como um tomate seco. E aproveite o sol –antes que chegue outra frente fria…

 

A nova cozinha alemã

Por Marcelo Katsuki
13/10/14 15:58

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Quando o assunto é comida alemã, a gente logo pensa no chucrute, no salsichão e no joelho de porco, só que essa cozinha é muito mais rica. Por isso me animei com o lançamento do livro “Guten Appetit! A nova cozinha alemã”, da Sabine Hueck, que acontece hoje a partir das 19h30 na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi.

Sabine, brasileira radicada em Berlim há mais de 30 anos, é professora de gastronomia e para esse livro dividiu a Alemanha em oito regiões culinárias, retratando não apenas a cozinha mas também a cultura, os hábitos e as tradições de cada região. O livro traz ainda receitas com sugestões de harmonização de vinhos feitas pelo Luiz Horta.

Taí, uma ótima oportunidade para conhecer um pouco mais da cozinha alemã contemporânea e poder bater um papo com a autora, Sabine, que se encontra na cidade por conta do lançamento.

Abaixo, a receita de Brezels (pretzel), o pão alemão em forma de nó super versátil: vai bem desde o café da manhã com manteiga ou cream cheese até acompanhando uma cervejinha nessa tarde quente!

 

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Receita de Brezels

• 500 g de farinha
• 250 ml de água morna
• 20 g de fermento biológico fresco
• 1/2 colher (chá) de açúcar
• 1 colher (chá) de sal
• 1 colher (sopa) de manteiga

Ingredientes para a cobertura
• 1 litro de água
• 40 g de bicarbonato de sódio
• 2 colheres (sopa) de sal grosso

Modo de preparo:
Coloque a farinha em uma tigela. Em outro recipiente, dilua o fermento e o açúcar na água morna. Despeje o líquido sobre a farinha e acrescente, em seguida, o sal e a manteiga em temperatura ambiente, sovando até virar uma massa uniforme. Deixe a massa coberta com um pano repousar por 40 minutos.

Divida a massa em seis partes, formando cilindros de cerca de 60 centímetros de comprimento sobre uma superfície. Se necessário polvilhe com um pouco de farinha. As pontas dos cilindros devem ser mais finas do que o centro. Forme as Brezels a partir destes cilindros, imitando o formato da foto. Cubra-as com um pano e deixe repousar por uns 10 minutos antes de mergulhá-las na cobertura.

Cobertura: ferva a água com o bicarbonato. Apague o fogo e mergulhe as Brezels, por 20 segundos, uma por uma. Retire-as com a ajuda de uma escumadeira, deixando escorrer bem o excesso de água. Polvilhe o sal grosso a gosto sobre as Brezels. Leve para assar de 20 a 25 minutos em forno pré-aquecido a 200° C, até dourarem.

Dica: a cobertura de sal grosso pode ser substituída por queijo ralado, sementes de gergelim, papoula, girassol ou abóbora.

 

Frita que eu gosto!

Por Marcelo Katsuki
10/10/14 12:49

Cinco friturinhas que andei comendo e que valem cada caloria embutida. Afinal, tudo o que é frito fica mais gostoso, já disseram.

 

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Uma das novidades do Miya é a Tostada frita com atum marinado, algas e maionese de wasabi. A porção vem com três unidades e custa 39 pratas, mas não dá para comer só uma: é viciante!

 

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O Canudinho com creme de camarão e ovas do Attimo é para lembrar os casamentos à moda antiga. Dá para ir lá e pedir uma porção (quatro unidades por 30 reais) e comer no bar acompanhado de uma taça de champagne. Uma festa.

 

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O Pastel aberto de pernil com requeijão e pimentões ao mel do Na Cozinha existe desde a abertura do restaurante mas só foi descoberto recentemente pela clientela. O sabor da carne com o toque adocicado do mel surpreende. A porção custa 34 pratas e é bem servida.

 

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Krathong thong do restaurante Mestiço é um clássico que nunca sai de moda. Impossível ir ao restaurante e não pedir as cestinhas crocantes recheadas com frango, milho e especiarias. Custa 24,50 reais a porção com sete unidades.

 

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O mais antigo dessa lista é o Wantan Frito do restaurante Taizan, que existe desde 1970. Massa fina e crocante, abre bem qualquer refeição acompanhado por uma cerveja bem gelada. Vale pedir a meia porção R$ (37,20), pois as porções são fartas e você não vai ficar só nele.

 

Quentinhas

Por Marcelo Katsuki
06/10/14 13:04

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O restaurante japonês Tokyo Rose recebe amanhã, dia 7, o especialista e autor do Guia Prático do Saquê, Celso Norio Ishiy para um jantar harmonizado. O menu elaborado pelo chef Anderson Soucha terá pratos como Ceviche, Tataki de atum e Torta de mousse de kinkan. O jantar harmonizado custa R$95 por pessoa. Outras bebidas e serviço deverão ser pagos à parte. O Tokyo Rose fica na rua Jerônimo da Veiga, 457, Itaim Bibi, tel. 0/xx/11/3168-9580.

 

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Salvatore Loi vai receber Niko Romito, chef do Reale, o mais novo três estrelas Michelin italiano, nos dias 13 e 14 de outubro em seu Loi Ristorantino. Niko é militante do Slow Food e vai preparar um menu a quatro mãos com produtos trazidos especialmente para a ocasião, incluindo vinhos produzidos por vinícolas do Colline Teramane. Há apenas 50 lugares e as reservas devem ser feitas no restaurante, pelo telefone (11) 3037-7323 ou pelo site www.table4.com.br. O Loi fica na rua Doutor Melo Alves, 674, Jardim Paulista.

 

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O Barê promove happy hour de terça a sexta, das 19h às 20h30 oferecendo dois drinques ou duas cervejas pelo preço de um até o dia 17 desse mês. Entre as opções, caipirinhas de morango, abacaxi, limão ou lichia por R$18 e cerveja Heineken por R$8. Aí eu vi vantagem! O mixologista Rafael Pizanti é o responsável pelos coquetéis da casa. Anota o endereço: Alameda Lorena, 1.892, Jardim Paulista, tel. 0/xx/11/3564-201.

 

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A Tradicional do Vale é uma nova empresa de Jacareí que produz artesanalmente broinhas, crostatas, torradas e grissinis (foto) sem conservantes e nem aromatizantes. As crostatas (R$ 9) são finas e delicadas e tem ainda uma broinha de chuva (R$ 21 o pote de 500 gr) que é uma delícia, perfeita para um café da tarde. Os produtos podem ser encontrados em 35 pontos de vendas no Estado. Mais informações pelo telefone 0/xx/12/3953-4545 ou pelo e-mail sac@tradicionaldovale.com.br.

 

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A Feed realiza uma aula especial para as crianças no dia 11 de outubro com a culinarista Pat Feldman, que comanda o projeto Crianças na Cozinha. Na aula, as crianças e seus acompanhantes vão aprender a preparar comidas de lanchonete, de hambúrguer e maionese de ovos cozidos até ketchup, mostarda caseira e batatas fritas rústicas, tudo artesanal. O ingresso custa R$ 120 para 1 adulto e 1 criança. A Feed fica na rua Dr. Mario Ferraz, 547, Itaim e o telefone é 0/xx/11/5627-4700.

 

Quitandas e quitutes em Tiradentes

Por Marcelo Katsuki
26/09/14 13:29

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“Kitanda”, palavra de origem africana que significa o tabuleiro onde se expõem as mercadorias diversas de vendedores ambulantes ou em feiras livres. Esse nome retrata bem o espaço e o trabalho da chef Tanea Romão em Tiradentes.

 

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Ocupando uma aprazível casa com varanda e rodeada por árvores há mais de dois anos, o Kitanda é um lugar único, onde é possível passar horas tomando um vinho, degustando as criações da chef ou simplesmente contemplando a vista.

No último Festival de Tiradentes fiz uma degustação lá e foi surpreendente. Tanea varia o cardápio constantemente, de acordo com o que encontra de melhor no dia. Ou seja, sempre produtos frescos, pratos novos e caprichados e a conhecida simpatia da anfitriã.

 

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O menu começou com Pastel e pãozinho de iogurte com manteigas temperadas com geleias de damasco, café, hibiscus e abacaxi com pimenta, uma ideia muito bacana

 

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Na sequência, Canjica com leite de coco e carne seca

 

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O Lambari da horta com cupuaçu, pimenta e maracujá não é um peixe, mas uma folha que empanada e frita, fica parecendo um peixinho e é uma delícia.

 

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Patê de fígado com compotas e pimenta

 

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No frio de Tiradentes, nada como um Caldinho de mandioquinha com chá preto defumado à moda antiga

 

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Tomate cereja assado com ovinho de codorna e azeite aromatizado

 

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O Bolinho de arroz com queijo meia cura e coulis de pimenta e de coentro é para se repetir!

 

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Acabei repetindo a Bochecha de boi com cuscuz de canjiquinha. Depois da degustação, a chef pergunta se você quer repetir algum prato –e eu não me fiz de rogado.

 

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Aqui, a gostosa Costelinha em redução de laranja com purê de mandioca com requeijão de corte e ora-pro-nobis

 

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Fechando o menu com delicadeza, Doce de mamão espelhado com água de flor de laranjeira.

 

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Tanea na cozinha aberta para o salão: dá para ver os pratos sendo executados e sentir o cheirinho bom da comida

A degustação é oferecida sempre no jantar, de quinta a domingo e é necessário fazer reserva. Os menus têm de 7 a 21 pratos distribuídos em três menus, de 80, 120 e 180 reais.

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Lá é possível também comprar as famosas geleias da Tanea, feitas com café, damasco, hibiscus, além de vinagres aromatizados, sal com ervas, mostardas e outros produtos que a chef cria. Vale a viagem!

 

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Kitanda Brasilmapinha aqui
Rua Padroeiro Santo Antônio, 240
Tiradentes – MG
Tel.: 0/xx/32/8481-3242 / 9156-5624 / 9999-1572

Quentinhas

Por Marcelo Katsuki
23/09/14 13:04

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Surieta! Os chefs Bárbara Verzola e Pablo Pavón, do Soeta de Vitória (ES), cozinham hoje e amanhã, dia 24, no Suri do chef Dagoberto Torres. O menu degustação servido apenas no jantar, “Soeta Cocina el Mar”, terá nove etapas e um drinque por R$ 120. Dentre os pratos, Siri mole frito com maionese de alga nori (foto), Bacalhau al pil pil com achovas e Barriga de porco com lagostins e limão siciliano. Uma boa oportunidade para conhecer o trabalho dessa dupla, que se conheceu trabalhando no el Bulli de Ferran Adriá. O Suri fica na rua Mateus Grou, 488, Pinheiros. Tel. 0/xx/11/3034-1763.

 

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A Osteria del Pettirosso (Al. Lorena, 2155, tel. 0/xx/11/3062-5338) oferece até o dia 27 desse mês a “Degustação de Miúdos” criada pelo chef Marco Renzetti (apenas nos jantares de terça a sábado). O menu custa R$ 130 e inclui couvert, entrada, primeiro e segundo prato e sobremesa. Dentre os pratos destaque para a Polenta italiana ao molho de rabada cozida em vinho tinto, o Bucatini ao molho de dobradinha (foto) e o Risotto de alcachofras com fígado gordo de pato. A sobremesa é de livre escolha do cardápio.

 

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O restaurante Na Cozinha oferece seu tradicional Caruru de Cosme e Damião nos dias 26 de setembro (almoço e jantar) e 27 (apenas almoço). O prato custa R$ 48,80 por pessoa e é composto por caruru, vatapá, bobó frito de camarão, xinxin de galinha, arroz, feijão fradinho, farofa, pipoca e cocada cremosa de maracujá. O restaurante fica na rua Haddock Lobo, 955 – Jardins – Tel. 0/xx/11/3063-5377 e 3063-5374.

 

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O mestre cervejeiro Teo Musso, da cervejaria italiana Baladin, vem ao Brasil para dois jantares harmonizados: um no dia 29 de setembro no Terraço Itália com cinco pratos criados pelo chef Pasquale Mancini (R$ 195) e outro no dia 30, no ICI Brasserie, com pratos harmonizados pelo chef Marcelo Tanus (R$ 132). Teo dará  ainda uma aula na Universidade Anhembi Morumbi (Rua Casa do Ator, 275) no dia 1º de outubro, às 19h. A aula inclui degustação e custa R$ 60 e as reservas podem ser feitas pelo telefone 0/xx/11/3405-7016.

 

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A Casa Rovigo (Rua Aracaju, 239, tel. 0/xx/11/3661 3855), restaurante italiano em Higienópolis, está oferecendo até o o final desse mês um jantar com sequência de pratos italianos, nova atração do cardápio, por R$ 34. Dentre os pratos, Torteloni de queijo brie com damasco ao molho de limão siciliano e Agnoloti de vitela e pistache ao molho pomodoro rústico. O almoço executivo também está sendo servido com desconto, de R$ 39 por R$ 29. A casa tem uma rotisserie para venda de massas, molhos e outros produtos, além de adega de vinhos.

 

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A Conexão Cambraia segue até o dia 11 de outubro com 14 bares preparando coquetéis com cachaça. A proposta do evento é desafiar os bartenders da cidade na criação de drinques originais utilizando a bebida. Veja a lista de bares participantes e seus drinques clicando aqui. Abaixo, a receita de Cajurica, drinque do barman Dantley Monteiro, do Bar Número.

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50 ml de cachaça Cambraia 1 Ano, um caju em cubos, uma tangerina em cubos, 10 ml de suco de limão-cravo, uma colher de açúcar

Em um copo para caipirinha colocar as frutas, o suco e o açúcar. Macerar levemente, colocar gelo e a cachaça e misturar bem. Decorar com fatias de caju.

Blú Bistrô: romântico e caprichado

Por Marcelo Katsuki
19/09/14 18:07

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Mix de tapas (R$ 41) tem croquete de pato com gruyére, crostini de brie com pera, bruschetta de tomate, bolinho de aipim com queijo meia cura e crocante de cogumelos. São dois itens de cada, perfeito para o casal ou para um guloso.

Tô vendo Chet Baker cantar “Time After Time” enquanto trato essas fotos escuras do post. O Blu Bistrô tem luz rebaixada, o que dificultou a vida desse fotógrafo de celular, em compensação tem um clima super intimista, romântico mesmo. Peraí, o Chet Baker era banguelo?

 

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Além do ambiente aconchegante, nas noites de quarta a sábado acontece a apresentação de um trio de jazz em um mezanino interno, mas no volume ideal. Dá para conversar, comer bem, tomar um vinho com preço amigo e se deixar levar pelo gostoso clima da casa, que tem um afinado serviço.

 

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Steak tartare (R$ 39) com filet mignon picado na ponta da faca com molho especial da casa, levemente adocicado. Acompanha chips de mandioquinha ou salada. Achei os chips especialmente bons, pois geralmente são duros e secos demais.

 

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A cozinha é caprichada. Há pratos clássicos de bistrô e outros mais autorais. Os preços são bem razoáveis, com opções atraentes como esse Escalope de mignon suíno à milanesa (R$ 39) com crosta de pão, salada de rúcula e tomate, purê de mandioquinha e mostarda dijon. Porção bem servida, nem consegui comer tudo.

 

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Provei ainda o Camarão grelhado com tagliarini de pupunha (R$ 65), shitake na manteiga de camarão, molho de coco com capim santo e óleo de gergelim. Sabores fortes mas bem equilibrados em um prato irresistivelmente leve.

 

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Dividimos a sobremesa: Profiterolis recheados com creme de baunilha, calda de caramelo e sorvete de banana (R$ 21).

 

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O bistrô ocupa uma antiga casa em Perdizes e tem até um ambiente externo, caso você queira aproveitar as noites mais quentes. Agora você já sabe onde ir quando quiser viver um momento especial harmonizando jazz com boa comida. Gostei tanto que voltei lá pouco tempo depois. Também altamente recomendado para aquele aguardado encontro romântico. Vai por mim, tô falando por experiência própria. :)

 

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Blú Bistrômapinha aqui
Rua Monte Alegre, 591 – Perdizes – Tel. (11) 3871-9296

Receita de pão de ervas

Por Marcelo Katsuki
14/09/14 12:37

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Eu adoro tomar vinho com pão de ervas, não tem coisa melhor. E como gosto de pão fofinho e com muitas ervas e outros cacarecos, resolvei fazer em casa. Achei essa receita da Andréa Espínola no site da Faby Zanelati e resolvi juntar logo um queijo na massa, assim a harmonização ficava completa, rs. Sem falar que é daquelas receitas de liquidificador. Olha que fácil.

 

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Bata no liquidificador 3 ovos, 2 xícaras de água, 200 ml de óleo, 4 tabletes de fermento biológico, 3 colheres de sopa (rasas) de açúcar, 1 colher (rasa) de sopa de sal, 4 galhos de salsinha com talo, 4 galhos de cebolinha, manjericão, orégano, alecrim, 1 dente de alho e 1 cebola pequena. Se quiser, separe um pouco do manjericão e do alecrim para incorporar à massa depois de batida a base líquida.

 

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Coloque 5 xícaras de farinha de trigo em uma tigela grande, faça um buraco no meio e vá jogando a mistura, mexendo sempre com uma colher.

 

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Deixe crescer por 1 hora em local protegido e coberto com um pano (ele dobra de tamanho). Depois distribua em formas untadas e enfarinhadas até a metade (ele dobra novamente de tamanho no forno). Hora da “customização”: eu cobri uma forma com gorgonzola esfarelada. A outra, apenas com flor de sal.

 

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Asse por 40 minutos, talvez um pouco menos, vai depender do seu forno. Eu assei 20 minutos no fogo alto e os outros 20 no fogo baixo. Rende de 2 a 3 formas.

 

Cinco receitas de pastéis incríveis

Por Marcelo Katsuki
12/09/14 12:11

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Para comemorar seu aniversário de 18 anos, o bar Original chamou cinco chefs que criaram receitas de pastéis que estão sendo vendidos durante essa semana no bar em Moema, que fica na rua Graúna, 137. Os pastéis são preparados com a massa da premiada barraca da Maria e custam 25 reais (porção com 4 unidades).

A renda será destinada à ONG Gastromotiva, que capacita jovens carentes para o trabalho em cozinhas profissionais. Quem fecha o festival hoje é o chef Benny Novak, com seu pastel de rillette de porco. E se você não pode curtir esse festival, faça em casa! A seguir, as cinco receitas dos chefs Ale Atala, Rodrigo Oliveira, Helena Rizzo, Paola Carosella e Benny Novak.

 

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Pastel de taioba com queijo meia cura
Por Helena Rizzo (Maní)

Ingredientes:
1 maço de taioba
50g de queijo meia cura ralado grosseiramente
20g de uva passa
1 cebola roxa
1 rolo de massa de pastel
Sal
Azeite

Modo de Preparo:
Em uma panela com água fervente, colocar a taioba por poucos minutos, apenas para dar um “susto”. Depois deste processo, colocá-la em um bowl com gelo, para parar o cozimento. Escorra e depois pique.
Cortar a cebola em pedaços pequenos e refogar no azeite. Jogue a taioba e misture. Acrescente as passas e resfrie. Quando estiver frio, acrescente o queijo ralado e tempere com sal.
Rechear os pastéis e fritar.

 

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Pastel de carne de sol
Por Rodrigo Oliveira (Mocotó)

Ingredientes
50g de manteiga de garrafa para refogar
500g de carne de sol cortadas em cubinhos
1 tomate sem semente cortado em cubinhos.
1 unid.de cebola roxa pequena cortada em cubinhos
2 pimentas cambuci cortadas em cubinhos (sem semente)
1 unidade de Pimenta dedo-de-moça em cubinhos (sem semente)
150g de queijo de coalho processado
100g de requeijão do norte processado
75g requeijão (Catupiry)
Coentro picado a gosto
Sal a gosto
1 rolo de  massa para pastel

Modo de Preparo
Em uma panela de fundo grosso esquente a manteiga de garrafa e refogue a cebola roxa até que esteja bem dourada. Acrescente a carne de sol e cozinhe por alguns minutos. Junte as pimentas e cozinhe um pouco mais. Acrescente o tomate, deixe cozinhar por alguns instantes e retire do fogo. Resfrie e reserve.
Acrescente os queijos processados, o requeijão cremoso e o coentro ao refogado – já resfriado – de carne de sol. Misture bem e leve a geladeira para firmar e facilitar a montagem dos pastéis.
Abra a massa, recheie e com um pincel e água umedeça as bordas da massa para fechar. Com um grafo marque as bordas para um fechamento perfeito.
Frite em óleo a 185ºC.

 

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Pastel de rillette de porco
Por Benny Novak (Ici Bistrô)

1,5 kg de pernil de porco
20 gr de sal
150 gr de cebola em rodela
25 gr de alho sem casca e amassado
100 gr de salsão
3 g de pimenta do reino
10 folhas de louro
150 g de alho poro somente parte branca em rodelas
Provolone em pedaços
Picles
Mostarda de dijon
3 litros de banha de porco

Modo de preparo
Temperar a carne de porco com todos ingredientes e gelar por 12 horas.
Cobrir a carne com os temperos.
Cobrir a carne temperada com gordura de porco e cozinhar 6 horas em temperatura baixa sem deixar ferver .
Ainda morna, desfiar a carne grosseiramente e aplicar 100 a 150 mls da gordura do cozimento até a carne ficar úmida.
Na montagem, colocar a carne, um pedaço de queijo provolone, picles e mostarda dijon.

 
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Pastel doce de peras
Por Paola Carosella (Arturito)
 
Ingredientes
1 quilo de peras descascadas e cortadas em cubos irregulares de três centímetros aproximadamente ou em sextos, mas não muito regulares.
queijo da serra da canastra ralado grosseiramente
700g de açúcar
50 ml de cachaça repousada (escura)
50 g de uvas passas claras
3 litros de água
suco de 3 laranjas
suco de 2 limões sicilianos
1/2 fava de baunilha
Açúcar de confeiteiro*

Modo de preparo
Misturar e guardar em um bowl de inox as peras junto com o açúcar, na geladeira por 24 horas. Em um outro recipiente, deixar de molho as uvas passas com a cachaça também por 24 horas.
Após esse tempo colocar em uma panela de inox ou de cobre a água, as peras, os sucos (limão e laranja) e a baunilha.
Cozinhar em fogo brando até tomar ponto de doce. As peras irão se desmanchar e ficar com uma cor de caramelo ou dourado escuro.
Acrescentar as passas e a cachaça ao recheio, uma vez frio.

Para cada pastel:
Cortar discos de massa de pastel de 10 cm de diâmetro. Colocar dentro de cada disco 22 gramas de recheio e 6 gramas do queijo. Fechar com garfo, apertando bem.
Fritar em óleo. Secar bem no papel absorvente.
Polvilhar com açúcar de confeiteiro perfumada com erva doce.

Para o açúcar de confeiteiro:
Para isto, guardar num frasco 1 quilo de açúcar de confeiteiro com duas colheres de sopa de sementes de erva doce.
Peneirar sob os pastéis com auxílio de uma peneira fina, para as sementes não caírem. Servir quente.

 
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Pastel de vatapá
Por Alex Atala (D.O.M.)
 
Ingredientes
Base de camarão
4l de caldo de peixe
10 kg de camarão (casca e cabeça)
10 tomates
2 pimentões
2 cebolas
1 cabeça de alho
Azeite

Recheio de vatapá
500g de amendoim
500g de castanha de caju torrada
1 kg de camarão seco (deixe na água 30 minutos antes do preparo para diminuir o sal)
2 cebolas médias picadas
10 dentes de alho
150ml de azeite de dendê
1 peça e meia de pão de miga (triturado)
3l de Base de camarão
2 colheres (café) de molho de pimenta
1 maço de salsa lisa picado em pó
1,5 maços de coentro picado em pó

Redução de leite de coco
3l de leite de coco

Modo de preparo
Base de camarão
Com um pouco de azeite refogue todos os legumes, mas não deixe queimar. Acrescente a casca e a cabeça do camarão, refogue mais 5 minutos e acrescente o caldo de peixe. Deixe cozinhar até apurar bastante gosto. Retire do fogo, coe em peneira fina e reserve.

Redução de leite de coco
Coloque o leite de coco em uma panela e deixe reduzir até metade do volume, tomando cuidado para não deixar queimar.

Recheio de vatapá
Em um mixer, junte o camarão seco dessalgado, o amendoim e a castanha de caju torrada. Bata tudo até virar uma pasta, reserve.
Em outra panela, refogue a cebola e o alho em cubinhos bem pequenos (se preferir bata os dois no liquidificador com um pouco de óleo) junto com o azeite de dendê. Depois de refogado, sem deixar queimar, entre com a pasta de camarão e castanhas. Acrescente aos poucos o pão triturado e a base de camarão e cozinhe por cerca de 15 minutos. Despeje o leite de coco reduzido aos poucos para não ficar muito forte e do gosto desejado.
Jogue 1 ou 2 fios do molho da pimenta, a salsa lisa e o coentro picado. Cozinhe por mais 5 minutos ou até o ponto de preferência. O vatapá deve ficar como um creme grosso.

Finalização
Pegue um pouco do creme com o auxílio de uma colher e coloque sobre a massa de pastel. Feche e frite em óleo bem quente até começar a dourar.

 

O Mocofava: 38 anos de boa comida nordestina

Por Marcelo Katsuki
08/09/14 12:10

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Torresminho (R$ 16): reparem na quantidade de carne e na pouca gordura. Pra comer sem culpa

“A zona norte tem os melhores bares da cidade”, foi o que pensei enquanto cruzava o bar do Luiz Fernandes, a caminho d’O Mocofava. Logo me lembrei do Famoso Bar do Justo e também do Mocotó. Aliás, não é à toa que ambos estejam na mesma região da cidade. Seu Gercino (ou “Bigode” como é conhecido) é irmão do seu Zé Almeida, pai do chef Rodrigo Oliveira, do Mocotó.

E o Mocofava tem todas aquelas comidas regionais que a gente adora, a começar pelo prato que dá nome à casa e que mescla caldinho de mocotó com favada. É possível ver o Anderson, filho do Bigode, preparando a especialidade criada pelo pai no balcão que separa o salão da cozinha. O bar tem ainda o melhor torresmo que já comi, com bastante carne e bem pururucado. O tipo de coisa que faz a gente atravessar a cidade sem preguiça, rs. Mas tem muito mais.

 

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A porção pequena de Mocofava custa 12 reais e é ideal para as noites frias, como aconteceu na semana passada. Mas também cai muito bem numa tarde ensolarada, acompanhada de uma bela caipirinha

 

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A favada e o caldo de mocotó, prontos para a alquimia da mocofava, criação da família Almeida. Quem diria, o mocofava nasceu em São Paulo.

 

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O salão é amplo e o clima, descontraído. O bar é frequentado pela vizinhança e por isso não fica aberto até muito tarde

 

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Falei que era descontraído, rs!

 

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O Tapiocado de linguiça (R$ 25) é feito com farinha de tapioca, queijo ralado e linguiça moída e vem no formato ideal para ficar mordiscando. É sequinho, crocante e vem com geleia de pimenta.

 

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Meia porção de Carne de sol (R$ 27) acebolada com macaxeira e meia de Lombo Mulungu (R$ 21,60), lombinho de porco assado acompanhado de um purê de batata doce tão gostoso que dá para ficar comendo puro.

 

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Nem sou muito de doces mas as sobremesas me surpreenderam, no sabor e nos preços. O Manjar (R$ 6) é a sobremesa mais cara e tem textura macia e uma calda de ameixa com consistência de caramelo. Delícia.

 

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O Brigadeiro de cachaça (R$ 3) não brinca em serviço. É forte e vem cheio do destilado. Proibido para menores.

 

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Parecem fitas de coco mas são tiras de queijo da surpreendente Cocada cremosa (R$ 5,50). Tão gostosa que a gente teve que repetir.

 

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A fachada d’O Mocofava numa tranquila rua do Mandaqui. Não sei se a zona norte tem os melhores bares, embora esteja inclinado a dizer que sim, mas com certeza tem o melhor torresmo. Ah, isso tem!

O Mocofavamapinha aqui
R. Iris Leonor, 237 – Parque Mandaqui – Norte. Telefone: 2231-9044

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