Marcelo Katsuki

Comes e Bebes

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Receita de pão de ervas

Por Marcelo Katsuki
14/09/14 12:37

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Eu adoro tomar vinho com pão de ervas, não tem coisa melhor. E como gosto de pão fofinho e com muitas ervas e outros cacarecos, resolvei fazer em casa. Achei essa receita da Andréa Espínola no site da Faby Zanelati e resolvi juntar logo um queijo na massa, assim a harmonização ficava completa, rs. Sem falar que é daquelas receitas de liquidificador. Olha que fácil.

 

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Bata no liquidificador 3 ovos, 2 xícaras de água, 200 ml de óleo, 4 tabletes de fermento biológico, 3 colheres de sopa (rasas) de açúcar, 1 colher (rasa) de sopa de sal, 4 galhos de salsinha com talo, 4 galhos de cebolinha, manjericão, orégano, alecrim, 1 dente de alho e 1 cebola pequena. Se quiser, separe um pouco do manjericão e do alecrim para incorporar à massa depois de batida a base líquida.

 

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Coloque 5 xícaras de farinha de trigo em uma tigela grande, faça um buraco no meio e vá jogando a mistura, mexendo sempre com uma colher.

 

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Deixe crescer por 1 hora em local protegido e coberto com um pano (ele dobra de tamanho). Depois distribua em formas untadas e enfarinhadas até a metade (ele dobra novamente de tamanho no forno). Hora da “customização”: eu cobri uma forma com gorgonzola esfarelada. A outra, apenas com flor de sal.

 

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Asse por 40 minutos, talvez um pouco menos, vai depender do seu forno. Eu assei 20 minutos no fogo alto e os outros 20 no fogo baixo. Rende de 2 a 3 formas.

 

Cinco receitas de pastéis incríveis

Por Marcelo Katsuki
12/09/14 12:11

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Para comemorar seu aniversário de 18 anos, o bar Original chamou cinco chefs que criaram receitas de pastéis que estão sendo vendidos durante essa semana no bar em Moema, que fica na rua Graúna, 137. Os pastéis são preparados com a massa da premiada barraca da Maria e custam 25 reais (porção com 4 unidades).

A renda será destinada à ONG Gastromotiva, que capacita jovens carentes para o trabalho em cozinhas profissionais. Quem fecha o festival hoje é o chef Benny Novak, com seu pastel de rillette de porco. E se você não pode curtir esse festival, faça em casa! A seguir, as cinco receitas dos chefs Ale Atala, Rodrigo Oliveira, Helena Rizzo, Paola Carosella e Benny Novak.

 

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Pastel de taioba com queijo meia cura
Por Helena Rizzo (Maní)

Ingredientes:
1 maço de taioba
50g de queijo meia cura ralado grosseiramente
20g de uva passa
1 cebola roxa
1 rolo de massa de pastel
Sal
Azeite

Modo de Preparo:
Em uma panela com água fervente, colocar a taioba por poucos minutos, apenas para dar um “susto”. Depois deste processo, colocá-la em um bowl com gelo, para parar o cozimento. Escorra e depois pique.
Cortar a cebola em pedaços pequenos e refogar no azeite. Jogue a taioba e misture. Acrescente as passas e resfrie. Quando estiver frio, acrescente o queijo ralado e tempere com sal.
Rechear os pastéis e fritar.

 

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Pastel de carne de sol
Por Rodrigo Oliveira (Mocotó)

Ingredientes
50g de manteiga de garrafa para refogar
500g de carne de sol cortadas em cubinhos
1 tomate sem semente cortado em cubinhos.
1 unid.de cebola roxa pequena cortada em cubinhos
2 pimentas cambuci cortadas em cubinhos (sem semente)
1 unidade de Pimenta dedo-de-moça em cubinhos (sem semente)
150g de queijo de coalho processado
100g de requeijão do norte processado
75g requeijão (Catupiry)
Coentro picado a gosto
Sal a gosto
1 rolo de  massa para pastel

Modo de Preparo
Em uma panela de fundo grosso esquente a manteiga de garrafa e refogue a cebola roxa até que esteja bem dourada. Acrescente a carne de sol e cozinhe por alguns minutos. Junte as pimentas e cozinhe um pouco mais. Acrescente o tomate, deixe cozinhar por alguns instantes e retire do fogo. Resfrie e reserve.
Acrescente os queijos processados, o requeijão cremoso e o coentro ao refogado – já resfriado – de carne de sol. Misture bem e leve a geladeira para firmar e facilitar a montagem dos pastéis.
Abra a massa, recheie e com um pincel e água umedeça as bordas da massa para fechar. Com um grafo marque as bordas para um fechamento perfeito.
Frite em óleo a 185ºC.

 

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Pastel de rillette de porco
Por Benny Novak (Ici Bistrô)

1,5 kg de pernil de porco
20 gr de sal
150 gr de cebola em rodela
25 gr de alho sem casca e amassado
100 gr de salsão
3 g de pimenta do reino
10 folhas de louro
150 g de alho poro somente parte branca em rodelas
Provolone em pedaços
Picles
Mostarda de dijon
3 litros de banha de porco

Modo de preparo
Temperar a carne de porco com todos ingredientes e gelar por 12 horas.
Cobrir a carne com os temperos.
Cobrir a carne temperada com gordura de porco e cozinhar 6 horas em temperatura baixa sem deixar ferver .
Ainda morna, desfiar a carne grosseiramente e aplicar 100 a 150 mls da gordura do cozimento até a carne ficar úmida.
Na montagem, colocar a carne, um pedaço de queijo provolone, picles e mostarda dijon.

 
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Pastel doce de peras
Por Paola Carosella (Arturito)
 
Ingredientes
1 quilo de peras descascadas e cortadas em cubos irregulares de três centímetros aproximadamente ou em sextos, mas não muito regulares.
queijo da serra da canastra ralado grosseiramente
700g de açúcar
50 ml de cachaça repousada (escura)
50 g de uvas passas claras
3 litros de água
suco de 3 laranjas
suco de 2 limões sicilianos
1/2 fava de baunilha
Açúcar de confeiteiro*

Modo de preparo
Misturar e guardar em um bowl de inox as peras junto com o açúcar, na geladeira por 24 horas. Em um outro recipiente, deixar de molho as uvas passas com a cachaça também por 24 horas.
Após esse tempo colocar em uma panela de inox ou de cobre a água, as peras, os sucos (limão e laranja) e a baunilha.
Cozinhar em fogo brando até tomar ponto de doce. As peras irão se desmanchar e ficar com uma cor de caramelo ou dourado escuro.
Acrescentar as passas e a cachaça ao recheio, uma vez frio.

Para cada pastel:
Cortar discos de massa de pastel de 10 cm de diâmetro. Colocar dentro de cada disco 22 gramas de recheio e 6 gramas do queijo. Fechar com garfo, apertando bem.
Fritar em óleo. Secar bem no papel absorvente.
Polvilhar com açúcar de confeiteiro perfumada com erva doce.

Para o açúcar de confeiteiro:
Para isto, guardar num frasco 1 quilo de açúcar de confeiteiro com duas colheres de sopa de sementes de erva doce.
Peneirar sob os pastéis com auxílio de uma peneira fina, para as sementes não caírem. Servir quente.

 
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Pastel de vatapá
Por Alex Atala (D.O.M.)
 
Ingredientes
Base de camarão
4l de caldo de peixe
10 kg de camarão (casca e cabeça)
10 tomates
2 pimentões
2 cebolas
1 cabeça de alho
Azeite

Recheio de vatapá
500g de amendoim
500g de castanha de caju torrada
1 kg de camarão seco (deixe na água 30 minutos antes do preparo para diminuir o sal)
2 cebolas médias picadas
10 dentes de alho
150ml de azeite de dendê
1 peça e meia de pão de miga (triturado)
3l de Base de camarão
2 colheres (café) de molho de pimenta
1 maço de salsa lisa picado em pó
1,5 maços de coentro picado em pó

Redução de leite de coco
3l de leite de coco

Modo de preparo
Base de camarão
Com um pouco de azeite refogue todos os legumes, mas não deixe queimar. Acrescente a casca e a cabeça do camarão, refogue mais 5 minutos e acrescente o caldo de peixe. Deixe cozinhar até apurar bastante gosto. Retire do fogo, coe em peneira fina e reserve.

Redução de leite de coco
Coloque o leite de coco em uma panela e deixe reduzir até metade do volume, tomando cuidado para não deixar queimar.

Recheio de vatapá
Em um mixer, junte o camarão seco dessalgado, o amendoim e a castanha de caju torrada. Bata tudo até virar uma pasta, reserve.
Em outra panela, refogue a cebola e o alho em cubinhos bem pequenos (se preferir bata os dois no liquidificador com um pouco de óleo) junto com o azeite de dendê. Depois de refogado, sem deixar queimar, entre com a pasta de camarão e castanhas. Acrescente aos poucos o pão triturado e a base de camarão e cozinhe por cerca de 15 minutos. Despeje o leite de coco reduzido aos poucos para não ficar muito forte e do gosto desejado.
Jogue 1 ou 2 fios do molho da pimenta, a salsa lisa e o coentro picado. Cozinhe por mais 5 minutos ou até o ponto de preferência. O vatapá deve ficar como um creme grosso.

Finalização
Pegue um pouco do creme com o auxílio de uma colher e coloque sobre a massa de pastel. Feche e frite em óleo bem quente até começar a dourar.

 

O Mocofava: 38 anos de boa comida nordestina

Por Marcelo Katsuki
08/09/14 12:10

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Torresminho (R$ 16): reparem na quantidade de carne e na pouca gordura. Pra comer sem culpa

“A zona norte tem os melhores bares da cidade”, foi o que pensei enquanto cruzava o bar do Luiz Fernandes, a caminho d’O Mocofava. Logo me lembrei do Famoso Bar do Justo e também do Mocotó. Aliás, não é à toa que ambos estejam na mesma região da cidade. Seu Gercino (ou “Bigode” como é conhecido) é irmão do seu Zé Almeida, pai do chef Rodrigo Oliveira, do Mocotó.

E o Mocofava tem todas aquelas comidas regionais que a gente adora, a começar pelo prato que dá nome à casa e que mescla caldinho de mocotó com favada. É possível ver o Anderson, filho do Bigode, preparando a especialidade criada pelo pai no balcão que separa o salão da cozinha. O bar tem ainda o melhor torresmo que já comi, com bastante carne e bem pururucado. O tipo de coisa que faz a gente atravessar a cidade sem preguiça, rs. Mas tem muito mais.

 

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A porção pequena de Mocofava custa 12 reais e é ideal para as noites frias, como aconteceu na semana passada. Mas também cai muito bem numa tarde ensolarada, acompanhada de uma bela caipirinha

 

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A favada e o caldo de mocotó, prontos para a alquimia da mocofava, criação da família Almeida. Quem diria, o mocofava nasceu em São Paulo.

 

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O salão é amplo e o clima, descontraído. O bar é frequentado pela vizinhança e por isso não fica aberto até muito tarde

 

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Falei que era descontraído, rs!

 

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O Tapiocado de linguiça (R$ 25) é feito com farinha de tapioca, queijo ralado e linguiça moída e vem no formato ideal para ficar mordiscando. É sequinho, crocante e vem com geleia de pimenta.

 

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Meia porção de Carne de sol (R$ 27) acebolada com macaxeira e meia de Lombo Mulungu (R$ 21,60), lombinho de porco assado acompanhado de um purê de batata doce tão gostoso que dá para ficar comendo puro.

 

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Nem sou muito de doces mas as sobremesas me surpreenderam, no sabor e nos preços. O Manjar (R$ 6) é a sobremesa mais cara e tem textura macia e uma calda de ameixa com consistência de caramelo. Delícia.

 

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O Brigadeiro de cachaça (R$ 3) não brinca em serviço. É forte e vem cheio do destilado. Proibido para menores.

 

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Parecem fitas de coco mas são tiras de queijo da surpreendente Cocada cremosa (R$ 5,50). Tão gostosa que a gente teve que repetir.

 

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A fachada d’O Mocofava numa tranquila rua do Mandaqui. Não sei se a zona norte tem os melhores bares, embora esteja inclinado a dizer que sim, mas com certeza tem o melhor torresmo. Ah, isso tem!

O Mocofavamapinha aqui
R. Iris Leonor, 237 – Parque Mandaqui – Norte. Telefone: 2231-9044

Brigadeiro sem leite condensado

Por Marcelo Katsuki
07/09/14 16:44

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Como eu havia prometido, segue uma receita de brigadeiro utilizando a biomassa de banana verde. A receita é da chef funcional Lidiane Barbosa e é indicada para quem tem intolerância à lactose, além de ter todos os benefícios da biomassa

Brigadeiro de Chocolate 70% Cacau sem leite condensado:
1 copo de leite de amêndoas ou outro leite vegetal
2 colheres (sopa) de chocolate 70% sem leite derretido
1 colher (sopa) de farinha de maracujá
½ xícara (chá) de biomassa de banana verde

Modo de preparo
Leve todos os ingredientes menos a biomassa ao fogo médio em uma panela. Assim que soltar do fundo, acrescente a biomassa. Espere esfriar e leve ao congelador por aproximadamente 3 horas. Retire do congelador, faça bolinhas e passe no coco ralado ou no chocolate picado.

 

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Versão do brigadeiro no potinho

Cenas do Festival de Tiradentes

Por Marcelo Katsuki
01/09/14 20:08

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 Espaço de aulas e degustações do Senac no Largo das Forras

Foi um final de semana corrido –ainda mais porque resolvi ir para Tiradentes dirigindo– mas não poderia ter sido mais agradável. A 17ª edição do Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes terminou ontem apresentando as cozinhas do Amapá, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais e Alagoas, estados visitados pela Expedição Fartura Gastronomia, resultando em um belo livro e um emocionante curta, que foi exibido durante o evento.

 

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Para ilustrar toda essa cadeia de produção e consumo da gastronomia nas regiões visitadas foram realizadas mais de 170 atrações com palestras, como essa acima da Neide Rigo, degustações, cursos e jantares, numa versão mais moderna e dinânica do festival. Os jantares aconteceram dentro do centro histórico e era possível fazer todos os deslocamentos à pé, o que foi bastante providencial em função da fartura de comida e de bebida.

 

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O Largo das Forras estava sempre lotado, com shows de música, apresentações teatrais, além de abrigar os espaços de aulas e degustações e as barracas de comidas dos restaurantes locais e da cervejaria.

 

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Um dos petiscos mais gostosos desse espaço era o Pastel de angu com recheio de couve e linguiça (R$ 20 – 8 unidades)

 

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Também era possível passear de charrete ou ficar ali sob a sombra das árvores descansando um pouco

 

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Os mais ousados descansavam no meio da rua mesmo. Cidade do interior é assim, uma tranquilidade, rs.

 

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A Pousada Escola Senac também recebeu convidados para cursos. Acima, a aula “Desmistificando Carnes Secas” com o chef Wanderson Medeiros, do restaurante Picuí, Maceió, AL.

 

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Mas concorrido mesmo foi o Largo do Chef, onde havia barracas de comidas de restaurantes de Belo Horizonte, um outro palco para shows, uma feirinha de pequenos produtores (onde comprei um queijo ótimo) e um mercado onde era possível comprar taças e vinhos com preço super em conta.

 

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Nesse corredor, todos os restaurantes selecionados de BH, que teve curadoria do super blogueiro, professor e restauranteur Rafael Mantesso.

 

tira14-paellaA concorrida paella no Largo do Chef

 

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O quiosque de vinhos do Verdemar era um dos mais disputados. E a diversão era comprar as taças e passar a noite bebericando pelas ruas.

 

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O bonito bar do Pacco & Bacco, novo restaurante da cidade e que recebeu alguns dos jantares dos chefs convidados.

 

 

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Rafael Pires, chef do Pacco & Bacco, controlando a saída dos pratos do Jantar Amapá

 

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Solange Batista, do Café Aymoré, Macapá (AP), e Mara Salles, do Tordesilhas (SP), responsáveis pela cozinha no Jantar Amapá

 

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O Peito de targaruga com farofinha e babata crocante da chef Solange Batista esbanjava sabor, com um tempero delicioso.

 

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Mara Salles preparou um Filhote no tucupi com tubérculos com o peixe fresquíssimo e perfeito ponto de cocção

 

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Jefferson Rueda, do Attimo, São Paulo (SP) e Dino Pisselini, do restaurante La Távola, Aracajú (SE) comandaram o Jantar Sergipe, também no Pacco & Bacco.

 

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Espaço do aconchegante restaurante Via Destra

 

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O chef Juarez Campos comandou o Jantar Espírito Santo no Via Destra e apresentou pratos como o Fusilli com ragout de linguiça, cotecchino e funghi

 

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O Jantar Alagoas foi capitaneado pelo chef Wanderson Medeiros, do restaurante Picuí, Maceió (AL), que contou com a ajuda do chef Artur Nagae

 

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O belo café da manhã de boas vindas ao evento servido no Santíssimo Resort

 

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A Estalagem do Sabor tem paisagem bucólica e um jardim perfeito para aquela cervejinha… E as banheiras floridas fazem sucesso.

 

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A especialidade da casa, o prato Mané sem jaleco: um mexidão de arroz com feijão, couve rasgada, bacon, ovos, lombinho e banana.

 

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Outro restaurante simples mas delicioso é o Dona Xepa. Acabei voltando lá no dia seguinte só para comer o Feijão tropeiro, daí já emendei um Tutu à mineira para encarar a estrada bem alimentado, rs.

 

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Largo das Forras à noite: comida, bebida e boa música para ninguém querer ir embora.

 

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Mas eu tinha que conhecer o Kitanda Brasil, da chef Tânea Romão, que se mudou para Tiradentes logo após sua participação no festival do ano passado quando se apaixonou pela cidade.

 

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Tânea, além de simpática e dona de um dos espaços mais gostosos da cidade, produz ótimas geleias, como as de café e de hibiscus. Nos finais de semana a chef oferece um menu preparado com os ingredientes do dia. Imperdível!

 

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Um dos pratos da degustação (depois darei um post com a sequência toda): Bochecha de boi com cuscuz de canjiquinha. Fiz o mal educado e pedi para repetir. Na verdade, o atendente avisa que podemos repetir qualquer prato, então não me fiz de rogado.

 

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Antes de pegar a estrada de volta, uma última visita ao gostoso jardim do Kitanda. A vontade era de ficar jogado nessas redes da varanda, contemplado a vida na companhia de uma boa caninha. Pena que não estou com a vida ganha. Ainda.

 O jornalista viajou a convite do Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes

Quentinhas

Por Marcelo Katsuki
30/08/14 02:22

ag14-teresa Morri que a Teresa Cristina, minha sambista favorita, vai cantar hoje no Pirajá e eu não estarei em São Paulo. Além disso, o Toninho, do Bar do Momo, um bar da Tijuca que babo vendo as fotos do Gabriel Damuda, vai preparar pastel de jiló com linguiça e bolinho de arroz. Tudo acontece no “Para Ver as Meninas”, projeto do Moacyr Luz no Pirajá, a partir das 13h e com entrada gratuita. O bar fica na av. Brigadeiro Faria Lima, 64, em Pinheiros. Eu não verei as meninas, mas acho que você devia muito ir. Depois me mata de inveja. Mais infos aqui. ag14-bolinho-momo

Bolinho de arroz do Bar do Momo, do Rio

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Tomar drinques nos restaurantes anda proibitivo para o bolso, mas não no Saj (endereços aqui). O restaurante lançou uma carta de drinques usando Perrier com combinações bacanas e preço melhor ainda: R$ 12 sem álcool, e R$ 16 a versão com vodca. Tem o Ginger Berry Perrier, com xarope de gengibre e frutas vermelhas; outra boa pedida é o Lemon Lychee Perrier, com xarope de lichia, limão siciliano e hortelã, e mais outras duas opções. E o melhor é poder degustar os drinques com as comidinhas do restaurante. O trio de pastas com babaganoush, homus e mhammara (a exótica pasta de pimentões) custa R$ 28,90 e acompanhado dos pães garantem a sua festinha particular. Fica a dica.   ag14-abrepote Como você abre potes de conserva? Eu costumava colocar o vidro com a tampa na boca do fogão para aquecer e dilatar. Minha mãe eliminava o vácuo usando um faca. Ponto pra ela que sabe das coisas, mas há o perigo de se cortar com a faca, rs. Pois agora existe o Abre Pote, um produto que parece um abridor de garrafas (e até abre) mas feito para abrir vidros de conserva com segurança. Testei e funciona mesmo, uma beleza. O produto pode ser comprado em lojas, catálogos, internet e supermercados e o preço sugerido é de R$ 8,40. Para mais infos, clique aqui para ver a fan page.

Como fazer biomassa de banana verde

Por Marcelo Katsuki
27/08/14 10:32

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Ando ligado em comida funcional, deve ser coisa da idade. E desde que vi uma mulher em um programa de tv falando que curou até uma depressão braba comendo biomassa de banana verde, fiquei intrigado. Deprimida, ela se isolou em uma casa no campo e se entupiu de banana. Ai, que cena triste… Mas não, ela logo ficou boazinha e acabou ganhando fama com esse documentário na tv. Banana rocks!

Recentemente comi um brigadeiro de biomassa num restô funcional e badalado, mas não me lembro do nome (gente, preciso começar a comer biomassa, urgente!). O brigadeiro não estava lá muito atraente: de tão mole, parecia uma sopa. Mas o sabor era ótimo, quase não se percebia a banana. Aliás, uma das utilizações da biomassa de banana é como espessante natural, podendo ser usada no lugar do creme de leite, da maionese e do leite condensado. Daí eu vi vantagem.

Mas chega de encher linguiça e vamos à biomassa. Essa receita é da chef funcional Lidiane Barbosa, que utiliza o produto para preparar bolos, biscoitos, sucos, vitaminas, sorvetes e molhos. Mas hoje vamos aprender a fazer a biomassa –depois eu publicarei algumas receitas.

Segundo a chef, a biomassa contribui para a prevenção do diabetes e ajuda a reduzir o colesterol. Mas tem uma dica importante: não pode ser usada a banana vendida em supermercados pois ela passa por um processo para acelerar seu amadurecimento. Você precisa encomendar na feira, onde algumas barracas de frutas conseguem a banana verde direto com o produtor, sem passar por estufas.

 

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Receita de biomassa de banana verde

1. Tire as bananas uma a uma do cacho, cuidando para que esse corte seja bem rente para que nenhuma parte interna sofra contaminação no momento do cozimento.
2. Lave uma a uma com água e sabão enxaguando bem.
3. Em uma panela de pressão coloque água até a metade, acenda o fogo e deixe a água ferver.
4. Quando estiver fervendo coloque as bananas. A água precisa estar fervendo, pois, esse choque térmico faz parte do processo.
5. Tampe a panela. A água deve ser suficiente para deixar as bananas cobertas, e quando começar a ouvir o barulho da pressão, abaixe o fogo, conte 8 minutos e desligue. Deixe que a pressão toda saia naturalmente da panela, não acelere o processo abrindo a panela.
6. Destampe a panela e descasque as bananas ainda quentes para facilitar o processo.
7. Bata no liqüidificador. Se necessário, acrescente um pouco de água para formar uma pasta. Está pronta.
A biomassa dura de 3 a 6 meses no congelador. Congele em porções pequenas. Na geladeira o ideal é consumir em até 3 dias. Ah, você pode utilizar qualquer tipo de banana, desde que ela esteja verde.

Em tempo: o X Congresso Internacional de Nutrição Funcional acontecerá em São Paulo nos dias 11, 12 e 13 de setembro, das 8 às 19 h na rua Frei Caneca, 569, 5º andar, Bela Vista. Clique aqui para mais informações. 

Festival de sushi na Vila Leopoldina

Por Marcelo Katsuki
21/08/14 15:50

mits14-sushisSushis variados do rodízio

Geralmente evito festivais de sushis e sashimis, não por faniquito gourmet, mas porque acabo comendo demais e depois fico meio arrependido. Meio, porque geralmente é meio barato mas a comida é meia boca e eu meio que exagero. Mas quando meu contador sugeriu uma reunião em um rodízio próximo ao Ceagesp falando que lá tinha “peixes fresquíssimos”, não tive como recusar.

Quando cheguei no Mitsuru, ele já estava lá. O restaurante do sushiman João Estevan de Cerqueira funciona no andar de cima de um sobrado na Vila Leopoldina. Tem ambiente simples com um terraço coberto e como era um almoço durante a semana, estava bem tranquilo. O rodízio custa R$ 36,90 no almoço e R$ 46,90 no jantar e há uma opção com polvo, lula, camarão, ovas e iguarias por R$ 60. Fomos nesse, mas era tanta comida que nem cheguei até o final. Falei que eu exagero?

 

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Começamos bem, com fatias de salmão temperadas com limão e azeite. Não sei se é um sashimi, ceviche ou um carpaccio, só sei que é muito bom, eu poderia comer só isso –mas já tinha ordenado um rodízio completo, rs.

 

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 Não pode faltar o Guioza frito, pros amantes de frituras como eu. Em compensação, não comi o rolinho primavera

 

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 O Shimeji na manteiga estava bem gostoso, um pouco tostadinho, mas bem temperado

 

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Outro prato que gostei muito foi o Polvo com shichimi togarashi (pimenta em pó e outros condimentos) e ovas, leve e refrescante

 

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As lulas vêm na chapa salteadas com bastante alho

 

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 O festival inclui ainda peixe grelhado, que você pode escolher entre anchova ou salmão

 

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 O sashimi tem corte generoso e bem executado

 

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 Ainda pedi um temaki de atum com pimenta e veio com a alga crocante

 

mits14-banana

Desisti do tempurá, do yakissoba, do harumaki e fui logo para a sobremesa: Bananas flambadas com sorvete. Valdir, meu contador –ou melhor, meu amigo, pois ele não tem clientes mas amigos como sempre ressalta– pediu Creme de papaia. Aliás, se você estiver precisando de um contador “amigo”, fale com o Valdir! Além de um amigo de confiança, o cara manja de comida e é da elite do paintball!

 

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Fachada do Mitsuru, na Vila Leopoldina. Fica ligado na página deles no Facebook que sempre rolam promoções. Recomendado! Por mim e pelo Valdir.

Mitsurumapinha aqui
Rua Carlos Weber, 1023, Vila Leopoldina, São Paulo
Telefone: (11) 2538-2346

Quentinhas

Por Marcelo Katsuki
15/08/14 15:44

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Rodrigo Ferraz, diretor-geral do Festival de Tiradentes, e os chefs Alberto Landgraf e Jefferson Rueda no evento de lançamento do festival, em SP

FESTIVAL DE TIRADENTES
O Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes acontecerá de 22 a 31 de agosto e contará com 60 cursos, 74 atrações culturais, 12 jantares, exposições, lançamentos de livros, palestras e degustações. Participam nesse ano os chefs Juarez Campos (ES), Wanderson Medeiros (AL) e Solange Batista (AP), Thomas Troisgros (RJ), Mara Salles (SP), Leonardo Paixão (MG) e Jefferson Rueda (SP), entre outros. A equipe do festival visitou 22 cidades de seis estados brasileiros em busca de ingredientes e produtos regionais que serão apresentados durante o evento na cidade mineira. Mais informações em www.culturaegastronomia.com.br.

ag14-sanduweekSANDUWEEK
A 3ª edição da Sanduweek começa hoje e segue até o dia 31 de agosto com a participação de 58 casas apresentando receitas inéditas de sanduíches. O evento tem duas categorias de lanches: o Street Food, com preço fixo de R$ 15 e o Freestyle, com preços até R$ 39. Nos dias 18 e 23 haverá aulas práticas com degustação na Casa Electrolux (Rua Colômbia, 157) com ingressos à venda no site www.foodpass.com.br. E nos dias 20 e 27 de agosto, o Butantan Food Park (Rua Agostinho Cantu, 47, Butantã) terá edições da feirinha gastronômica dedicadas aos sanduíches. Mais informações em www.sanduweek.com.br.

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MENU HARMONIZADO
O restaurante Chef Rouge oferece até o dia 7 de setembro o menu “Autour du Vin” (Em torno do vinho) com pratos elaborados pelo chef Wagner Resende e harmonizado com os vinhos Canal Flores e Viñedo 1910. Dentre os pratos, Rosbife com ovas de salmão (R$ 45), Codorna recheada com trompetes e purê de batatas (R$ 75) e Javali com tutano e favas verdes (R$ 98 – foto acima). O restaurante fica na rua Bela Cintra 2238, Jardins, telefone (11) 3081-7539.

ag14-izakayaIZAKAYA
Jo Takahashi lança nessa segunda, dia 18, o livro Izakaya – Por Dentro dos Botecos Japoneses na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, a partir das 18h30. O livro apresenta o universo dos izakayas, fala das origens e categorias de saquês, visita os principais botecos japoneses da cidade e traz ótimas receitas. E fecha com um glossário muito útil para leigos e entendidos além de trazer bonitas ilustracões feitas por Mika Takahashi. Leia + clicando aqui.

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GIM TÔNICA
A Tasca da Esquina lançou uma carta de gim tônicas com três sugestões: Gim tônica aromatizado com calda de acerola, fava de baunilha e poejo; Gim tônica aromatizado com cardamomo, gengibre e limão siciliano e Gim tônica aromatizado com pimenta da Jamaica, laranja e menta. Todos custam R$ 34 e são feitos com gim Hendricks. A casa fica localizada na Alameda Itu, 225, Jardins, telefone (11) 3262-0033.

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FESTIVAL DO LÁMEN
O 18º Festival do Lamén de Hokkaido acontece nesse domingo, dia 17, a partir das 11 horas na Associação Hokkaido de Cultura, Rua Joaquim Távora, 605, Vila Mariana. O lámen será vendido a R$ 20 no dia, mas pode ser adquirido antecipadamente por R$ 18 através do telefone (11) 5084-6422. Além do lamén, haverá doces como anmitsu (de doce de feijão), okowa e ichigo daifuku (morango).

Comida para combater a ansiedade

Por Marcelo Katsuki
13/08/14 14:39

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Quando ameaça bater aquela ansiedade eu como logo uma banana. Na falta, tomo um copão de leite. Não sei de onde tirei isso, mas faço desde os tempos de universitário otário e funciona. Talvez seja apenas fome, já pensei.

Nessa semana recebi um e-mail da nutricionista Rafaela Allevato falando sobre como a alimentação pode combater a ansiedade. Como esse assunto sempre aparece na roda de amigos –seguido por indicações de remedinhos novos, rs– escrevi para ela solicitando uma relação de alimentos que de fato ajudariam a combater essa sensação incômoda. A listinha chegou logo e, surpresa, banana e leite estão no top 5 “calmantes”. Mira.

 

Alimentos que combatem a ansiedade

Frutas cítricas - Alimentos como laranja, maracujá e limão contêm vitamina C, que ajudam a diminuir a liberação de cortisol, hormônio liberado em situações de estresse e ansiedade.

Banana – Possui o aminoácido triptofano que ajuda na liberação de serotonina.

Leite – Assim como a banana, também contém o aminoácido triptofano que atua na regulação do sono, provocando a sensação de relaxamento.

Verduras escuras (brócolis, escarola, couve) - Ricas em vitaminas do complexo B que atuam no sistema nervoso como antidepressivo natural.

Chocolate Amargo – Possui flavonóide que é um antioxidante capaz de facilitar a produção de serotonina.

Uva – Também contém flavonóides.

 

 Alimentos vilões da ansiedade

- Café e chá preto – Contêm a cafeína que é um estimulante do sistema nervoso central;

- Refrigerantes à base de cola – Também possuem cafeína.

- Bebidas alcóolicas - O álcool estimula as células nervosas do organismo.

- Açúcar refinado (doces) -  Elevam os níveis de açúcar rapidamente, porém há uma baixa nesses níveis muito abrupta o que causa irritabilidade, depressão e tensão.

 

Fonte: Rafaela Allevato Frason, coordenadora de nutrição do Hospital San Paolo (São Paulo)
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