Marcelo Katsuki

Comes e Bebes

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Formado em arquitetura pela FAU-USP, Marcelo Katsuki é cozinheiro formado pela Escola de Gastronomia João Dória Jr e sommelier pela ABS (Associação Brasileira de Sommeliers).

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Festa da Linguiça é o nosso ‘Mistura’

Por Marcelo Katsuki

Descobri que o Festa da Linguiça –que está acontecendo nesse final de semana em Bragança Paulista (a 75 km da capital)– tem muito mais a ver com o badalado Festival Mistura (do Peru) do que muitos festivais de gastronomia que já conheci pelo país.

 

Assim como no Mistura, onde o ceviche é o produto ícone, a Festa da Linguiça promove seu mais famoso produto local, a linguiça de Bragança.

 

É uma festa aberta ao público onde todo mundo pode participar e se divertir, não um evento fechado para gourmetidos. Nesse ponto é tão popular quanto o Mistura.

 

Assim como no festival peruano, o evento acontece num parque todo gramado e é frequentado por famílias inteiras, de bebês de colo a avós. A preocupação é apenas onde comprar a melhor linguiça.

 

Porque para comer, todo mundo se ajeita nas mesinhas espalhadas pelo parque, nos gramados, nas muretas, onde tiver uma sombra gostosa.

 

Alguns preferem ficar nas mesas instaladas atrás das barracas, que são mais tranquilas.

 

As opções de sanduíches são muitas, o jeito é se orientar pelo cheiro, rs.

Não há palestras mas uma comissão formada por chefs elege o melhor prato do evento num concurso de participação popular. E tem até chef do Fasano participando.

 

Há apresentação de bandinhas em meio ao público, um palco com shows musicais, um MC que vai de barraca em barraca, tudo no maior clima de quermesse.

 

No ar, aquele cheirinho bom de linguiça. Nas barracas, o atendimento carinhoso e familiar do interior; dá ainda para comprar a sua linguiça favorita e levar para casa.

 

Conheci um produto bem prático, a “linguiça prensada”, que parece um hambúrguer de linguiça, ideal para o preparo de sanduíches.

 

Comi também cuscuz feito com linguiça, e apesar de frio, não é gorduroso nem enjoativo.

 

Há pratos gigantescos, como o Feijão tropeiro (acima) com linguiça, pururuca e vinagrete por 10 reais e até um gostoso Carbonara feito com linguiça e massa caseira (abaixo).

 

Ao longo do parque, uma feirinha de artesanato com doces, sabontes e objetos para a casa, onde uma “liquidação de inverno” promove os panos de pratos. Fica numa área tranquila, perto do orquidário e dos banheiros.

 

Passei poucas horas em Bragança mas foi uma delícia poder comer pão prensado com linguiça na sombra das árvores tomando chope do carrinho. O mundo gastronômico tá chato –e se levando a sério demais– alguém ainda aguenta ler esse monte de tratado sobre cebolinha? Adorei o Festival de Linguiça de Bragança e quero voltar no ano que vem. Cansei de comida fina.

 

Para ver o mapinha e a programação do evento, clique aqui!


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