Qual o melhor acarajé da Bahia?

Por Marcelo Katsuki

Taí uma discussão que rende mais que final de campeonato. Cira, Dinha e Regina sempre são citadas quando alguém pergunta qual o melhor acarajé. Já meu amigo baiano Ita prefere o de Olga. Dessa vez voltei apenas em Cira, que continua espetacular. Mas comi outros que também me deixaram bem alegrinho. Acarajé, rivotril em forma de bolinho.

Mal desembarquei no aeroporto e corri pro estacionamento para comer um. A Nide estava ainda esquentando o dendê, daí fui para a Tia Zazá (R$ 6 com camarão) e pedi um completo e com pouca pimenta. Apesar do bolinho já estar frito, ainda estava morno, assim como o vatapá; a saladinha de tomate rebateu a pimenta com frescor.

 

O grande trunfo do acarajé da Olga (no estacionamento do Extra, da av. Paralela) é a fritura. Foi o bolinho mais crocante de todos, e tem uma massa macia e úmida. Mas tem pouco sal, por isso indico para hipertensos, rs. A saladinha de tomate verde também se destaca. (R$ 6 com camarão)

 

O acarajé da Cira (R$ 6 com camarão) continua a perfeição: fritura sequinha com um vatapá consistente e camarões graúdos. E o que mais gosto: caruru. Dizem que originalmente não ia na receita por isso muitas baianas aboliram, mas foi assim que aprendi a comer acarajé. E a adorá-lo.

 

Porção com seis miniacarajés do restaurante Yemanjá (R$ 22,50): redondinhos, mais pareciam bolinhos de chuva, com boa fritura e servidos com vatapá e uma generosa porção de camarões. Daria para ficar só nessa entrada se as moquecas não fossem tão tentadoras.

 

Porção de miniacarajés da Casa de Tereza (R$ 18): quatro bolinhos sequinhos com boa fritura mas o destaque aqui fica para o vatapá, executado com primor. Vem ainda pimenta e molho lambão, além dos camarões, o que torna a brincadeira de rechear os acarajés um prazer sem fim.

E você, tem algum acarajé para indicar?