A comida transformadora

Por Marcelo Katsuki

Não é porque é macrô que tem de ser sem graça. Prova maior disso é o Satori, restaurante macrobiótico escondido no primeiro andar de um prédio na Liberdade do pai da macrobiótica no Brasil, Tomio Kikuchi.

 

Almocei lá na semana passada e saí bastante satisfeito –e bem leve, coisa rara, rs. Logo na entrada uma lousa anuncia as opções do dia. No caixa, você escolhe o combo, paga e retira uma ficha.

 

Pedi uma “refeição pequena com sopa e especial” (R$ 18), que achei suficiente pois incluía saladas e cozidos e vem uma porção suficiente de arroz. Fui pra fila.

 

Gostei da comida porque tem um toque oriental: aguê (tofu frito), gobô (bardana), picles japonês, gergelim e até uma maionese com pepino japonês, coisa que a minha avó fazia.

 

O ambiente é curioso. É tipo um bandejão do CRUSP da melhor idade: gente que manteve seus princípios do final do século passado –a saia hippie inclusa– e desfila por aí com cara de “de bem com a vida”. Todos compartilham as mesas mas quase não se falam. Talvez num respeito à individualidade do outro, penso eu.

 

Como ando numa busca de renovação integral da vida, curti muito a proposta. Afinal, a alimentação é uma função gastronômica que pode também trabalhar seu lado mental e psicossomático. Que pode transformar a qualidade do seu pensamento. E mudar a sua vida.

 

Satorimapinha aqui

Pça. Carlos Gomes, 60, 1º andar – Liberdade. Tel.: (11) 3242-9738