As tendências na gastronomia para 2018 – parte 1

Por Marcelo Katsuki

O que vamos comer e beber em 2018? Para a americana Baum + Whiteman, consultoria de alimentos e restaurantes com sede em Nova York, a grande tendência do novo ano será a “plant-based diet”, uma dieta baseada em vegetais e alimentos em sua forma mais natural, não refinada e minimamente processada. Seus seguidores também não consomem carnes, leites e derivados, ovos e nem mel; as frutas, os cereais, grãos e leguminosas consumidos são preferencialmente orgânicos. O instituto aponta a redução no consumo de carne e o aumento de buscas por produtos veganos no Google como importantes indicadores.

Sobre os pratos da moda, eles devem vir de três cozinhas: a filipina, que começa a sair dos bairros de imigrantes para conquistar os americanos com seus pratos perfumados e picantes; a indiana em sua versão mais casual, como a comida de rua mesmo mas não apenas no curry; e a coreana, mas em sua alta gastronomia, muito além do kimchi.

A tecnologia domina de vez os serviços de delivery, que passam a atender por um comando de voz, via Siri, Home e Alexa, da Apple, Google e Amazon. Aumentará o número de restaurantes que não aceitam mais dinheiro, mas apenas pagamentos via apps, com smartphones fazendo desde o pedido do prato, através do escaneamento do código de barra no cardápio, até o pagamento. A negociação através do reconhecimento facial também ganha espaço. Na China, o KFC já tem uma loja que faz os pedidos utilizando a ferramenta. Nem os Jetsons pensariam em tanto.

O abacate segue em alta —para meu espanto, hoje como fatias dele com ovos pochê, nunca pensei— enquanto aquelas pipetas, e até seringas, injetando molhos e caldas em pratos doces e salgados também aparecem como tendência. Isso sempre achei mais pirotecnia, mas claro que há exceções.

Os restaurantes casuais seguirão em crescimento mas como o mercado está saturado, estão ampliando seu nicho, atuando tanto como fast-food na logística mas também como restaurante, oferecendo mais conforto em suas instalações. Muitos já oferecem serviço de “grab-and-go”, com refeições prontas ao alcance do cliente, muitas vezes de uma segunda linha de produtos.

Os restaurantes de um produto também são tendência. Desde o restaurante especializado em queijo, passando pelo de abacate, o de bacon com menu degustação de nove pratos e até um só de almôndegas. Outro dia a visionária Marisa Ono comentou que isso poderia ser um sucesso. Pois é.

O lámen (ou rámen) segue sua trajetória mas em versão quase sem caldo chamado “mazemen”. A massa vem com um topping seco que pode ter bacon, ovos, ricota, tahini e até salmão curado e camembert.

E fechando as tendências, uma que me agradou muito: os restaurantes devem adicionar álcool às sobremesas e aos sorvetes. De sorvetes de morangos com champanhe a chocolates com whisky e bolo com massa de vodca, vale tudo para deixar a clientela mais alegre. Vamos acompanhar.

Para ler o relatório completo, clique aqui.

Crédito das fotos: theavocadoshow, ballsandcompany e tipsyscoop